sexta-feira, dezembro 08, 2006

I´ve got you e eu

Era um mês qualquer de 2002 e meu bairro, quase inteiro, estava sem energia a mim só sobrara um discmam a pilha e um CD que eu tinha ganhado de presente. Foi nessa noite que eu escutei pela primeira vez I´ve got under my skin, na voz finíssima de Frank Valie e o grupo Four Seasons. Essa regravação, em especial, provou que a música, ícone do jazz, como o amor, nunca envelheceria, ganhou o toque de balada do anos 60 e o tradicional coro ie-ie-ie americano, com os meninos do Four Seasons. A música cruzou os 70, os 80, os 90, os 00 e vai com tudo pela época da música na internet. Ela só não tem mais regravação que Garota de Ipanema, mas tem muita, muita mesmo. De Frank Sinatra a U2.

Mas eu não vim escrever sobre a história da canção. Voltando a tal noite de 2002. Já naquela época, eu sabia que as letras americanas eram tão poéticas quanto a canção de ninar que minha mãe cantava pra mim ( nana, neném...) e I´ve got you foi um impacto, eu era um adolescente acostumado com o besteirol dos anos 80, com o pop porcaria e o rock sem noção, era assim que eu via música americana.

I´ve got you me deu vontade de viver tudo aquilo, de ter alguém por sobre minha pele. I´ve got you me deixou romântico de verdade, romântico de ter vergonha, romântico de entender quando Bilac fala que ouvia as estrelas. Naquela hora eu não tinha musa, nem estava apaixonado, mas tinha logo que ficar pra poder ouvir aquela música e pensar em alguém, ter alguém realmente como part of me e não poder resistir e nem escutar a warning voice ,mandar ela, a voice, pro inferno e me sentir bem em ter alguém dentro de mim. Tentar esquecer alguém e não poder. 2002 já se foi há um bom tempo e, como diz na canção, eu já acordei e hoje eu não quero mais saber por quem eu escuto I´ve got under my skin, quero só que saber quando Bebel Gilberto vai fazer a regravação dela.

2 comentários:

Jullie Harten disse...

Pensamentos bem familiares!
muito legal!!!!
=D

Anônimo disse...

Comentário geral. Antes porém, quero deixar claro que no outro comentário falei que lembrei mamãe e não expliquei que foi quando li a palvra munganga que é do seu arcenal linguistico.

Gostei do blog, não tem poluição visual, muito discreto, leve, maneiro. Muito bom mesmo. Parabens. Gostei tb dos coemntário, das abordagens e adorei não ter tido tempo de ler o especial Mulher da Veja. Até que passei as folhas mas, não me senti muito atraida pois, o do ano passado foi muitissimo bom mas, esse ano achei que houve uma salada de assuntos e muitos nada tem a ver com o nosso universo. Um abraço.